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domingo, 22 de dezembro de 2013

QUEM NASCEU PRIMEIRO EM 25 DE DEZEMBRO FOI KRISHNA

TONY Pacheco*
Cristo seria, assim, o irmão mais novo de Krishna, deus indiano, haja vista que Krishna é adorado ininterruptamente na Índia desde 3.200 antes de Cristo até hoje...


Já o nascimento de Mithra (100 anos antes de Cristo), também comemorado em 25 de dezembro, foi que deu origem ao nosso Natal, pois era a festa dos guerreiros romanos, que a Igreja Católica espertamente conseguiu cooptar
Os bispos da Igreja Católica, que foram os primeiros cristãos, por séculos foram revestindo o Natal de várias simbologias que causam grandes alegrias em alguns, mas provocam também profundo desconforto na maioria: Jesus e sua família perfeita podem ser fonte de neuroses terríveis e dezembro, em todo o Ocidente, é um mês de muitos suicídios.
E por que isso? Porque a ignorância dos fatos que estão por trás do Natal é alimentada pela sociedade ocidental. Se você souber que Jesus não nasceu em 25 de dezembro e isso não for suficiente (vide texto que publicaremos amanhã sobre as VERDADEIRAS origens da comemoração), pense ainda que, mesmo que fosse verdade que Cristo tivesse nascido nesta data, só 1,9 bilhão de pessoas acreditam nisso. O mundo tem 7,2 bilhões de habitantes e 1,8 bilhão são muçulmanos; 900 milhões são hinduístas; 900 milhões não têm religião alguma; 400 milhões são adeptos de deuses familiares chineses; 300 milhões são animistas (tipo os orixás) e quase 200 milhões são ateus militantes. A maioria esmagadora (5,3 bilhões de pessoas) não acredita em Cristo e no dia 25 de dezembro a maioria dos habitantes deste pequeno planeta estará fazendo tudo, menos ceia de Natal.
Portanto, você NÃO ESTÁ SOZINHO. Jogue a depressão para o alto. E lembre-se: família perfeita como a de Jesus ou de Ganesh, nem se preocupe, só existe em comercial de margarina. Aquele papai-e-mamãe com filhinhos em volta da mesa? Nem sonhe. Assista ao filme "Parente é serpente" (tem na Internet de graça...) e veja a arte imitando a vida real: família é guerra, principalmente nestas festas. E não é que seja errado, é que nós humanos somos assim mesmo... Se ligue nisso antes de se entregar à nostalgia...
Agora, que você sabe que Jesus não nasceu em dezembro, que não há uma linha sequer na Bíblia que fale em Natal e que “Natalis Solis Invicti” (nascimento do invencível deus Sol) é uma festa pagã para um deus dos guerreiros macedônios e romanos chamado Mithra, pode pedir comida chinesa delivery, assistir um bom filme, beber um bom vinho e... adeus depressão!

O PAPAI COCA

Já o Papai Noel que você vê hoje em dia na TV, até 1931, não era exatamente assim. O mito de Noel é baseado na vida real de um bispo cristão da antiga Turquia, quando ali não era um país muçulmano ainda. Chamava-se Nicolau e viveu por volta de 280 d.C. Ele era famoso por arrecadar coisas entre os ricos e distribuir para os pobres. Uma espécie de Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, por aí... Daí criou-se o mito do bom velhinho que distribui brinquedos no Natal. Só que ele era simbolizado como um velhinho vestido com roupas de frio... marrons.
E sempre foi um velhinho de barbas brancas e vestes marrons até que, em 1931, segundo texto da insuspeita revista “Pais&Filhos”, os marqueteiros da Coca-Cola resolveram embarcar no espírito natalino. Só que marrom só tem a ver com a cor do líquido, mas não com as cores-símbolo da empresa de refrigerantes: vermelho e branco. O que fizeram os marketeiros? Na campanha publicitária do Natal de 1931 a Coca-Cola inventou o novo Papai Noel: vestido de vermelho com detalhes brancos, a marca da... Coca-Cola.

Sim, é isso aí: o que nós reverenciávamos, quando éramos pivetes, e você ensina aos pimpolhos até hoje, é uma jogada de marketing de 1931. Da Coca-Cola.

Como Coca-Cola não passa de açúcar líquido, acho que isso explica a obesidade epidêmica no planeta de 1931 para cá: tá todo mundo gordo. E engordando mais a cada Natal hehehehhehehee.

* tonY Pacheco é jornalista-radialista profissional formado pela UFBA, estudou também Psicanálise numa sociedade psicanalítica pra lá de conservadora e cursou Economia nas universidades federais de Juiz de Fora e Bahia. Gosta de todas as religiões, mas acredita que o que liberta mesmo é a Verdade.

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